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Empreendedorismo amplia oportunidades para concessão de crédito online

O Brasil fechou 2018 com o segundo melhor desempenho desde 2002 e registrou um aumento de 72% em janeiro de 2019 no número de pedidos de crédito pessoal para investir em novos negócios

A ligeira recuperação da economia brasileira registrada no ano passado foi suficiente para produzir um grande impulso na atividade empreendedora do país. De acordo com um estudo da GEM (Global Entrepreneurship Monitor), aplicado no Brasil pelo Sebrae, com apoio do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), o país fechou 2018 com 38% de sua população em idade produtiva envolvida com algum tipo de atividade na área dos micro e pequenos empreendedores, o que representa cerca de 52 milhões de pessoas. Este é o segundo melhor desempenho para a taxa de empreendedorismo brasileira desde 2002.

Este aquecimento parece ter se mantido no início de 2019 e gerado oportunidades para a indústria financeira e para as fintechs no que se refere à concessão de crédito para financiar estas novas iniciativas.

Um estudo divulgado pela fintech Lendico, uma das pioneiras na oferta de crédito online no Brasil, registrou um aumento de 72% no número de pedidos de crédito pessoal para investir em novos negócios em janeiro deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano passado. O estudo monitorou solicitações de empréstimo no site da própria fintech entre os dias 1 e 31 do primeiro mês do ano.

Além do crescimento na busca de crédito por novos negócios, os empreendedores também buscaram mais crédito para o próprio negócio já existente. Houve 31% de aumento no número de pedidos neste tipo de demanda em relação ao mesmo período de 2018.

O estudo da GEM revelou ainda que nos últimos três anos a proporção de empreendedorismo por oportunidade, que é caracterizado por iniciativas que ocorrem após a identificação de uma demanda de mercado e, por consequência, resultam em empresas mais preparadas e sólidas, cresceu significativamente, chegando a 62% em 2018.

De acordo com o analista de Gestão Estratégica do Sebrae, economista Marco Aurélio Bedê, a recuperação desse perfil de empreendedorismo acontece depois de uma queda acentuada entre 2014 e 2015, no auge da crise econômica que atingiu o país.

“Este percentual de 62% encontra-se distante ainda do patamar alcançado em 2012 e 2013, de 71%, porém, apresenta 5 pontos percentuais acima do indicador verificado há três anos”, diz.

A pesquisa GEM mostrou ainda que o empreendedorismo brasileiro tem cumprido a função social de propiciar ocupação e renda, sobretudo para o empreendedor e sua família. Considerando apenas os empreendedores iniciantes (com negócios de até 3,5 anos de atividade) que geraram pelo menos um emprego, a GEM revelou que esses negócios foram responsáveis pela criação de aproximadamente 6,5 milhões de postos de trabalho.

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