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Colaboração com fintechs pode gerar receitas não tradicionais para bancos

Pesquisa revela que 70,8% dos executivos do setor bancário acredita na possibilidade de desenvolver um novo serviço ou distribuir produtos de terceiros por meio da colaboração com empresas de tecnologia

O estudo World Retail Banking Report 2018 (WRBR2018), tradicional Relatório Mundial de Bancos de Varejo, cuja nova edição foi lançada pela Capgemini e pela Efma traz uma importante constatação com relação à expectativa que os executivos do setor bancário têm em relação à possibilidade de colaboração com as empresas de tecnologia. Segundo a pesquisa, 70,8% destes profissionais acredita que pode “gerar receitas não tradicionais” por meio da colaboração com os provedores fintech e bigtech, seja para desenvolver um novo serviço ou para distribuir produtos de terceiros por meio de uma plataforma de mercado.

Em comunicado enviado à imprensa, é informado que a maior parte dos bancos acredita também que há oportunidades inexploradas para se fazer um uso mais estratégico dos dados, visando à melhoria da experiência do cliente. Os executivos planejam usar tais informações para criar jornadas de usuários mais tranquilas (87,5%), desenvolver preços baseados em relacionamentos (75,0%), recompensas de fidelidade (58,3%) e criar produtos e serviços para o ciclo de vida de clientes (54,2%).

“A indústria de bancos de varejo está em um ponto de inflexão e precisa determinar seu papel, avançando no ecossistema das fintechs. Há oportunidades para inovar por meio da colaboração e da reinvenção. É um momento empolgante para o setor, já que a regulamentação, a inovação, a concorrência e a colaboração se fundem para criar o banco do futuro”, afirmou Vincent Bastid, Secretário-Geral da Efma.

A Efma é uma organização global sem fins lucrativos, criada por bancos e seguradoras que fornece insights de qualidade para ajudar companhias destes segmentos a tomarem as decisões certas para promover a inovação e impulsionar sua transformação.

Preocupação com tecnologias emergentes e expectativa dos clientes

Apesar dessas possibilidades de ganho extra, o estudo WRBR2018 também trouxe algumas preocupações para as instituições financeiras tradicionais. Um dos principais apontamentos diz que além dos desafios de sempre, os bancos de varejo em todo o mundo agora enfrentam o impacto pesado de novas formas de concorrência, tais como o ecossistema dos bancos abertos, as tecnologias emergentes e as crescentes expectativas dos clientes.

O relatório revela que a satisfação com os serviços prestados atualmente é baixa. Os números mostram que apenas a metade dos clientes afirmou ser positiva a experiência nos diferentes canais do seu atual banco – 51,1% nas agências, 46,9% pelo smartphone e 51,7% pelo Internet banking.

Além disso, os consumidores estão abertos às Bigtechs: quase um terço dos clientes (32,3%) considera a possibilidade de comprar produtos e serviços financeiros das Bigtechs, incluindo-se aqui os 43% dos entrevistados pertencentes a Geração Y, 53% dos tech-savvy (consumidores intensivos de tecnologia) e 70,2% daqueles que já estão propensos a mudar seu provedor principal.

Principais causas de disrupção

A pesquisa também ouviu executivos do setor bancário em relação às principais causas da disrupção da indústria. O fator mais citado foi o aumento das expectativas dos clientes, com sete em cada dez executivos (70,8%) afirmando que experiências positivas em outras atividades fazem com que os clientes, agora, esperem mais de seus bancos. A maior parte dos executivos (58,3%) também disse que a pressão regulatória é uma importante causa da disrupção, enquanto 54,2% identificaram a crescente demanda por canais digitais como um fator relevante.

E, conforme os negócios entre indústrias tradicionalmente diferentes começam a se fundir, os bancos passam a enfrentar uma concorrência cada vez maior, especialmente de companhias não tradicionais que focam áreas de nicho da cadeia de valor do setor bancário. Além disso, o aumento da digitalização e a explosão de novas tecnologias estão mudando rapidamente os modelos de trabalho das instituições bancárias.

O CEO da Unidade de Negócios Estratégicos de Serviços Financeiros da Capgemini, Anirban Bose explica que à medida que um novo ecossistema aberto, – composto por clientes, bancos tradicionais, companhias não tradicionais, reguladores e desenvolvedores-, toma forma, há uma clara oportunidade para que os bancos alavanquem a transformação digital. “Dessa forma eles podem ser capazes de manter seus relacionamentos com os clientes ao reinventar a jornada do usuário e criar novos fluxos de receita” conclui.

Atento a toda essa transformação e movimentação na indústria financeira, o Torq tem como princípio básico de sua atuação justamente promover o encontro entre bancos, seguradoras e instituições tradicionais com o ecossistema de inovação. O objetivo é encontrar caminhos para o desenvolvimento de novas soluções, produtos e serviços que levem aquilo que o consumidor espera e a construção de negócios economicamente saudáveis para todos os envolvidos. Entre em contato e vamos criar juntos.