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Instituições financeiras debatem falta de investimentos para inovação no Congresso Nacional

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Representantes das instituições financeiras públicas reclamaram que faltam mais linhas de crédito a fundo perdido, modalidade na qual o tomador do empréstimo não tem uma contrapartida imediata

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados realizou quarta-feira (16) uma audiência pública na qual foi debatida a forma como se dá o financiamento ao setor de pesquisas em inovação no país. Na ocasião, a chefe do Departamento de Produtos e Inovação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Irecê Kauss, iniciou os trabalhos informando que o Brasil está em 66º lugar no Índice Global de Inovação, um ranking anual que mede a capacidade dos países em inovar.

Segundo reportagem publicada pela Agência Câmara, após essa notícia os representantes de instituições financeiras desde bancos de desenvolvimento regional, como o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia, até instituições como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES, informaram que todos têm linhas de crédito específicas para o setor.

Eles explicaram que esses instrumentos beneficiam agricultura, indústria, comércio e serviços, empreendimentos de grande e pequeno porte, na maioria das vezes para a compra de máquinas e equipamentos mais modernos.

O Banco do Nordeste, por exemplo, comentou que usa recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que recebe 1,8% da arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda. Como o dinheiro é garantido pela Constituição, não há contingenciamento. O banco investe, por exemplo, em hubs de inovação, centrais que já existem em Fortaleza e Salvador e que abrigam as startups, pequenas empresas focadas em inovação.

O presidente da instituição, Romildo Rolim, desmistifica a ideia de que se trata de algo grandioso e complicado. “São processos produtivos às vezes mais simples, mas que dão melhor produtividade e que fazem com que aquele crédito seja sustentável e que o cliente venda melhor, venda mais, consolide o seu produto, a sua cadeia de produção e de venda, e que aquela cadeia produtiva se consolide dentro de um nicho de mercado específico”, explicou.

Os representantes dos bancos públicos reclamaram que faltam mais linhas de crédito a fundo perdido, aquelas em que o tomador do empréstimo não tem uma contrapartida imediata. Isso porque investimentos em inovação demandam recursos altos e têm um grande risco econômico. Irecê Kauss acrescenta que tanto o setor público quanto a iniciativa privada colocam poucos recursos em ciência e tecnologia.

Presente à audiência pública, a deputada Luiza Erundina (Psol-SP) cobrou do governo um Plano Nacional de Desenvolvimento, para nortear os investimentos em inovação. Já o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) sugeriu que se aproveitasse a rede formada por universidades federais, estaduais e institutos federais de educação para direcionar esses investimentos.

“Deveríamos criar um ambiente para que cada um desses campi universitários que já estão na grande maioria das cidades brasileiras atuassem localmente a partir da realidade local, a partir das condições das economias locais, das condições do turismo local”, apontou Lippi.

Enquanto não se desenvolvem planos mais eficientes de financiamento à inovação, a busca de recursos continuará exigindo uma grande capacidade de construção de projetos economicamente sustentáveis que permitam uma maior segurança ao investidor. O Torq trabalha para criar este tipo de iniciativa. Entre em contato e vamos inovar juntos.