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Fim de ano aflora apelo para inovação alcançar os mais necessitados

Bancos são desafiados a desenvolverem inovação para ajudar sem-tetos e refugiados, incluir desbancarizados na economia formal e gerenciar a vida financeira de doentes mentais, entre outras questões sociais

Toda a sensibilidade trazida pelas festas de final de ano permite acrescentar um ingrediente aos temas normalmente abordados ao longo dos doze meses. Esta é a época ideal para colocar um pouco de lado a busca por diferenciais competitivos, aumento dos lucros, conquistas de novos clientes, aumento de participação no mercado etc. Usando um pouco do espírito natalino e a esperança de um ano novo melhor, é possível refletir sobre como a inovação nos serviços financeiros pode trazer algum tipo de benefício aos mais necessitados como pessoas com problemas de saúde, sem-tetos, endividados, refugiados e outros.

Essa reflexão foi feita pelo diretor digital da Temenos, Dharmesh Mistry, em um artigo escrito para o Blog Tendencias Bancárias Digitais do portal Finextra.com. Ele desenvolveu o tema dividindo a questão em três desejos para 2019.

Inovação bancária para ajudar doentes mentais

O primeiro deles é que os bancos usem globalmente uma estratégia de intimidade com o cliente para ajudar as pessoas com doenças mentais. Segundo ele, os problemas com a saúde mental são uma epidemia crescente.  No Reino Unido, mais da metade das pessoas com problemas de dívidas têm problemas de saúde mental, segundo a instituição de caridade britânica ‘Money and Mental Health’.

A gestão do dinheiro é complexa e agravada com tantos produtos e fornecedores no mercado. Os clientes têm de conciliar fundos limitados através de diferentes produtos para manter uma casa. “O setor bancário tem um papel a desempenhar aqui, que é simplificar a administração do dinheiro, ajudar as pessoas a entender melhor suas finanças e reduzir o estresse para as pessoas mais vulneráveis a essa doença. Os bancos poderiam fornecer os aplicativos para ajudá-las a entender quando os gastos estão fora de controle ou aconselhar sobre as opções mais acessíveis para financiar compras importantes”, diz.

Inovação Bancária para ajudar desbancarizados

O segundo desejo é que os bancos façam mais esforços para alcançar as pessoas que não possuem uma conta bancária ou um provedor de dinheiro móvel. Mistry cita o relatório “Findex” produzido pelo Grupo Banco Mundial, segundo o qual 31% dos adultos (1,7 bilhão de pessoas) no mundo não possuem uma conta bancária ou um provedor de dinheiro móvel. Praticamente todos esses estão nos países em desenvolvimento. Os 40% mais pobres são responsáveis por metade deste público, e provavelmente só tiveram uma educação primária.

Ele explica que no passado, os custos de processamento de transações justificavam o fato dos  bancos não alcançarem esse segmento de clientes, mas na era digital, com o setor bancário na nuvem aproveitando a escala elástica, esse não é mais o caso.

Entre 2014 e 2017, o relatório identifica que 515 milhões de pessoas abriram uma conta, reduzindo o percentual de 38% para 31%. “Em alguns países, os provedores de dinheiro móvel preencheram parcialmente o vazio, mas os bancos e as fintechs ainda têm muito o que fazer antes de causar um impacto maior. Quando o dinheiro é mantido em uma conta, ele não apenas está protegido, mas os bancos podem oferecer melhores opções de gerenciamento de dinheiro e conselhos para ajudar aqueles que mais precisam dele para sair da pobreza”, explica.

Inovação Bancária para ajudar sem-tetos e refugiados

Finalmente, o terceiro pedido é um apelo para que os bancos usem a inovação para atender segmentos como os sem-teto, os refugiados e outros. Ele cita como exemplo o caso dos sem-tetos, no qual muitas vezes, aqueles que querem ajudá-los em um dia chuvoso ou frio são impedidos de contribuir com medo de que o dinheiro doado a eles seja usado para álcool ou drogas em vez de comida, roupas ou abrigo. “Os bancos não poderiam criar uma moeda que só poderia ser usada para comprar comida, roupa ou abrigo?” pergunta.

À medida que os bancos avançam em direção a métodos como Design Thinking para melhorar a experiência do cliente, algumas dessas questões podem ser usadas para identificar e abordar mais segmentos de clientes necessitados, para que o setor bancário esteja ajudando a tornar a vida melhor para aqueles que mais precisam.

O Torq estará à disposição durante todo o ano de 2019 para, junto com bancos, fintechs, academia e inovadores em geral, ajudar a desenvolver soluções financeiras com a máxima abrangência de público, usando as mais inovadoras tecnologias e métodos. Entre em contato e vamos mudar o mundo.