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Laboratório de Inovação Financeira do BC começa a receber novos projetos

Primeira edição trouxe soluções de pagamentos instantâneos, uso de inteligência artificial para configurar perfil adequado na tomada de crédito e iniciativas voltadas a empréstimos pessoais garantidos por ativos financeiros

O Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift), iniciativa criada pelo Banco Central e pela Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) iniciou na terça-feira (2) o período de inscrições de novos projetos para a segunda edição de seu processo seletivo. O objetivo do órgão é expor criações de Tecnologia da Informação (TI) ligadas ao setor financeiro do país.

Na prática, o Lift funciona como uma espécie de incubadora de projetos, criando um ambiente colaborativo para estimular iniciativas de inovação tecnológica junto às startups, fintechs e pequenas empresas de tecnologia. Os projetos precisam estar alinhados com a temática da Agenda BC+, que estabelece como critérios a busca pela ampliação da cidadania financeira, legislação mais moderna, sistema financeiro nacional mais eficiente e crédito mais barato.

Na primeira chamada de projetos do Lift, ocorrida em maio de 2018, o BC recebeu 79 propostas válidas e 18 delas foram selecionadas. Dentre elas, 12 foram escolhidas para receber apoio tecnológico de grandes corporações como Microsoft, IBM, AWS e Oracle, além de aconselhamento por especialistas.

Segundo reportagem da Agência Brasil, o resultado foram soluções que já começam a entrar em fase de operação comercial em serviços como  uso de inteligência artificial para configurar o perfil adequado para tomada de crédito, plataforma para obtenção de crédito rural pelo celular; plataforma de detecção de fraudes; sistema de auxílio a jovens no desenvolvimento de habilidades de sustentabilidade financeira; plataforma de integração entre usuários e fintechs ; solução para empréstimos pessoais garantidos por ativos financeiros ou valores mobiliários; plataforma para gestão centralizada dos processos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e autenticação de pagamentos por reconhecimento facial e algoritmos de inteligência artificial.

Ao falar sobre o assunto na semana passada em Brasília, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o processo de inovação tecnológica se intensificou nos últimos anos devido ao aumento da capacidade de processamento, armazenamento, organização e interpretação da informação e uso de dados.

Segundo ele, a inovação tecnológica tem levado os bancos a digitalizar serviços, reduzindo os custos, e a simplificar o acesso ao mercado e à informação.

Por fim, o presidente do BC profetizou que duas tecnologias irão inovar o mundo financeiro e elas são o Blockchain e o armazenamento em nuvem.

“O Blockchain, na parte de rede e de registro, e a nuvem, para armazenar informações dos usuários. Os bancos estão virando empresas de informação”, disse.

Inovar o mundo financeiro é o foco principal do TORQ que coloca à disposição de bancos e outras instituições financeiras tradicionais, assim como fintechs e empresas de tecnologia de todos os segmentos a oportunidade de trabalharem em conjunto na busca pelas melhores soluções.  Seja com Blockchain, seja por meio da nuvem ou qualquer outra ferramenta disruptiva, estamos prontos e dispostos a ajudar.