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Mapeamento revela Brasil com 420 mecanismos de geração de empreendimentos inovadores

| Conectividade,

Com um total de 363 incubadoras e 57 aceleradoras detectadas os coordenadores do estudo consideram que o país se encontra em um momento de escalabilidade das iniciativas de apoio à inovação

Como parte do conteúdo discutido durante o Innovation Summit, evento realizado no início do mês de agosto em Florianópolis, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) apresentaram o Mapeamento dos Mecanismos de Geração de Empreendimentos Inovadores.

Segundo reportagem publicada pela Agência Brasil, o estudo foi elaborado entre setembro de 2018 e março deste ano e entre suas principais constatações se destaca o registro de que o país conta atualmente com um total de 363 incubadoras de negócios inovadores e 57 aceleradoras, consolidando um total de 420 organizações dedicadas ao assunto.

O Mapeamento estima que, em 2017, o país teve 3.694 empresas incubadas que foram responsáveis pela geração de 14.457 postos de trabalho e faturaram conjuntamente R$ 551 milhões.

O trabalho considera incubadoras as instituições que auxiliam as empresas que tenham como principal característica a oferta de produtos e serviços no mercado com significativo grau de inovação. Elas geralmente ofertam espaço físico ou infraestrutura e suporte adaptados para alojar os empreendedores, promovendo acesso a serviços ou orientações que as empresas dificilmente teriam encontrado sozinhas.

Já as aceleradoras de negócios são semelhantes às incubadoras, porém, o tempo de contribuição com o desenvolvimento do negócio é determinado, e normalmente é responsável por investir financeiramente em startups, que são pequenas empresas de tecnologia com viés inovador, que fornecem serviços à sociedade em diversas áreas.

O estudo estima que um total de 2.028 startups foram aceleradas no país. Acredita-se que elas tenham gerado um total de 4.128 empregos diretos e que em 2017, o faturamento de todas as startups aceleradas foi estimado em R$ 474 milhões.

O secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTIC), Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, disse em entrevista à Agência Brasil que o país vive um momento de escalabilidade das iniciativas de apoio à inovação.

“Temos indicadores que demonstram que estamos já com resultados significativos e esse efeito multiplicador precisa acontecer. Essa é uma agenda do bem”, declarou.

Já o presidente da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha, avalia que o estudo mostrou ainda a transformação do ecossistema e dos seus novos atores, assim como o crescimento das aceleradoras e os caminhos que as incubadoras estão encontrando para sobreviver. “Tínhamos, primeiro, esse movimento baseado em universidades. Depois entraram as grandes corporações. E agora está entrando o governo. Isso tudo é muito dinâmico”, explicou.

Segundo Claudia Pavani, do Instituto Christiano Becker de Estudos sobre Desenvolvimento, Empreendedorismo e Inovação e coordenadora técnica do mapeamento, o estudo demonstrou também que o movimento das startups mudou e cresceu muito. “Esses mecanismos estão tendo que se adaptar a essas mudanças para poder lidar com essa nova empresa, que é mais rápida, de tecnologia e que precisa de muitos recursos” avaliou.

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