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Novo ministro tem inovação como pilar e quer atrair financiamento privado

Marcos Pontes citou parques tecnológicos, incubadoras e outras metodologias que serão utilizadas na composição de um modelo padrão que possa ser replicado em vários locais no país e adaptado segundo a vocação local

Ao tomar posse no comando do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) no início de janeiro, o astronauta Marcos Pontes, chamou a atenção para a relevância da inovação em seu planejamento de atuação à frente do órgão. De acordo com seu discurso, a inovação será um dos três pilares do trabalho, ao lado da pesquisa e do fomento à atividade científica.

Na cerimônia, o ministro apresentou os secretários que vão integrar a equipe do MCTIC. O engenheiro Júlio Semeghini é o secretário-executivo, enquanto o médico Marcelo Marcos Morales assume a Secretaria de Pesquisa e Formação. Já Paulo César de Rezende Carvalho Alvim é o secretário de Empreendedorismo e Inovação, enquanto o brigadeiro do ar Antônio Franciscangelis Neto fica na Secretaria de Planejamento, Cooperação, Projetos e Controle. O coronel do Exército Brasileiro Elifas Chaves Gurgel do Amaral assume a Secretaria de Radiodifusão, e o advogado Vitor Elísio Góes de Oliveira Menezes é o secretário de Telecomunicações.

Segundo reportagem publicada pelo portal Convergência Digital, uma de suas maiores preocupações será a ampliação de recursos financeiros e para fazer frente a este desafio ele tem como estratégia fazer com que o setor privado também participe do financiamento a atividades ligadas à inovação.

A avaliação do novo ministro é que o país possui produção científica e publicações num volume suficiente, porém no que se refere a inovação concretas ainda existe um deficit

Modelo padrão e aproximação com políticos

“Temos a Finep para apoiar as inovações, mas precisamos da participação do setor privado. Mas como trazer o setor privado a participar mais? Através de programas em parceria e são vários modelos interessantes como centros de inovação, parques tecnológicos, incubadoras. Vamos fazer um modelo padrão, estruturante, que possa ser replicado em vários locais no país e adaptado segundo a vocação local”, afirmou Pontes.

Na busca por mais recursos Pontes mencionou também a necessidade de maior aproximação e convencimento dos políticos a respeito da importância da inovação.

“Vamos ter que trabalhar ao longo do ano com o Congresso Nacional, com outras possibilidades, para recompor esses orçamentos, como foi feito no passado. É importante ter um trabalho mais próximo da sociedade e dos políticos, dos congressistas, para que eles percebam a importância estratégica da ciência e tecnologia e nos ajudem a conduzir os trabalhos e termos o orçamento adequado”, defendeu Pontes.

O astronauta ressaltou que o MCTI tem três missões: “Produzir conhecimento através de pesquisa e ciência; produzir riquezas, por isso as tecnologias aplicadas são importantes, novas empresas, novas startups, produtos e serviços de tecnologia; e melhorar a qualidade de vida das pessoas, fator que exige aproximação  com outros ministérios, por exemplo a tecnologia pode ajudar no saneamento, na segurança, na saúde, assim por diante”, disse.

O Torq permanece fiel ao seu objetivo de aproximar a iniciativa privada, empreendedores, academia e todos os interessados em desenvolver um ecossistema de inovação cada vez mais forte no país. Entre em contato e vamos trabalhar juntos.