Carregando

Open Banking alerta a Europa e o Brasil sobre as opções: “Inovação ou morte”

Pesquisa revela que um em cada dez bancos europeus desaparecerá nos próximos cinco anos por não se adaptar rapidamente às mudanças criadas pelo uso de plataforma aberta para aumentar seu alcance no mercado

O grito de “Independência ou Morte” marcou o processo de libertação do Brasil do domínio português e agora, com uma adaptação aos novos tempos, pode servir como alerta aos bancos com relação ao risco de morte que eles correrão nos próximos anos caso não desenvolvam rapidamente a capacidade de inovar usando as oportunidades criadas pelo Open Banking.

De acordo com uma pesquisa realizada pela AT Kearney e publicada em uma reportagem do portal Finextra.com, a situação impõe às instituições financeiras tradicionais a escolha entre inovação ou morte. O estudo faz uma previsão de que acontecerá o desaparecimento de um em cada dez bancos europeus nos próximos cinco anos, devido à perda de mercado para os chamados bancos digitais que tendem a ser mais ágeis na adoção das mudanças criadas pelo Open Banking para aumentar seu alcance no mercado.

Segundo o texto, o estudo Retail Banking Radar, da AT Kearney, mostra que as bases de clientes dos neobanks em toda a Europa cresceram mais de 15 milhões desde 2011.

Enquanto isso, os bancos tradicionais de varejo registraram uma redução de dois milhões de clientes. As projeções dos autores da pesquisa são de que até 85 milhões de europeus serão clientes destes novos modelos bancários até 2023, de acordo com o estudo, o que corresponde a cerca de 20% da população com mais de 14 anos.

O trabalho afirma que o Open Banking será um dos principais impulsionadores da mudança. Uma tendência revelada no estudo é a transformação de bancos tradicionais em plataformas de estilo de vida, tornando-se um ‘balcão único’ para as necessidades diárias dos clientes como compras, viagens, entretenimento, serviços públicos etc. Este é um modelo adotado por recém-chegados no cenário bancário, construindo plataformas de mercado para os clientes apostarem em produtos de terceiros.

A notícia informa que o estudo leva em conta dados de dez anos nos quais a consultoria analisa informações de 92 bancos em toda a Europa.

Ao comentar os resultados, o sócio e chefe global de serviços financeiros da AT Kearney, Simon Kent, disse acreditar que nem todos os bancos sobreviverão à maré de mudanças, uma vez que os clientes cada vez mais preferem os bancos digitais e produtos e serviços inovadores.

Para ele, iniciativas como o fechamento de agências é uma correção de curto prazo para estabilizar os livros, mas não será suficiente. “As instituições tradicionais precisam considerar a transformação estratégica para melhorar os custos e a receita e também oferecer produtos e serviços mais inovadores.”, disse.

Se o alerta serve para os bancos europeus, também não deve ser desprezado pelos bancos brasileiros, pois a entrada do país neste caminho sem volta aconteceu em abril, quando o Banco Central publicou o comunicado que deu início oficialmente aos esforços para regulamentar o Open Banking no país.

Como hub de inovação financeira independente, o Torq consegue estar em sintonia com todas as partes desta equação conhecendo as dores dos bancos tradicionais e a forma de agir das startups e bancos digitais. Com esta visão panorâmica alinhada ao conhecimento das tecnologias que suportam toda essa inovação, somos o parceiro ideal para desenvolver estratégias e se preparar para a era do Open Banking. Entre em contato e escolha a inovação. A outra opção não tem como ser melhor.