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A transformação digital está a favor do mercado financeiro. Saiba porquê

| Pagamentos, Tendências,

O setor de serviços financeiros está mudando. E, diferentemente de outros setores, está evoluindo a passos largos. Bem largos.

Olhe para trás, há 40 anos, para a “era dos bancos 1.0″. Nesta época, a localização estratégica de um estabelecimento físico era um fator crítico para o sucesso da organização.

O setor financeiro como um todo era baseado em relacionamentos e interações humanas. Os consumidores entravam em uma agência para obter todos os serviços e atender suas necessidades bancárias.

A “era dos bancos 2.0″ foi introduzida com a chegada da internet. A ferramenta que hoje nos acompanha em todos os momentos de nossa vida trouxe uma grande transformação no setor de serviços financeiros.

A internet criou vários canais para os consumidores se envolverem com seus bancos e o setor financeiro. Nesse ambiente, os consumidores podiam obter os mesmos serviços que eles tinham nas agências, mas em movimento e em vários dispositivos.

No entanto, experiência do consumidor em si ainda não tinha visto muitas melhorias entres a era 1.0 e 2.0
Chegamos então ao momento 3.0. O número de canais aumentou, mas a fisicalidade deles está desaparecendo. O número de agências físicas começa a diminuir.

Agora surgem dispositivos de coleta de dados do consumidor.

A diferença?

Esses dados estão sendo transformados em mecanismos de inteligência e recomendação para que os consumidores escolham sua próxima opção ou experiência bancária.

Aberto para negócios

No setor financeiro, a principal diferença é que estamos passando de um sistema muito fechado para uma arquitetura aberta.

No passado, os bancos eram muito protetores de seus ativos e de sua propriedade intelectual, e construíam paredes em vez de pontes. Esse tipo de postura está ficando no passado por conta de regulamentações como o PSD2, que forçou os bancos a abrir seus dados para terceiros.

Além, é claro, da criação de centenas de fintechs (confira o radar de fintechs), que agora estão experimentando novos modelos de negócios e novas experiências de clientes.

Transformação digital no setor financeiro

A transformação digital no setor financeiro é estimulada por dois fatores principais: a mudança nas demandas dos consumidores e a crescente ameaça dos novos bancos.

Nos dias da “era 1.0″, o setor e os sistemas criados eram muito orientados aos produtos. Hoje, os consumidores – que estão acostumados a se envolver com tecnologias em evolução – estão muito mais acostumados ao acesso sem atritos e mais conveniente a seus serviços, tanto no celular quanto em outros canais.

Essas experiências, possibilitadas pelas tecnologias emergentes, foram um grande fator para a transformação digital no setor financeiro.

O contato dos consumidores com startups e experiências de outros setores acabou “forçando” a necessidade do mercado financeiro acompanhar demanda e abraçar a transformação digital de seus serviços.

Na última década, surgiu uma oportunidade para os novos bancos emergentes, que podem agir com muito mais rapidez na adoção dessas tecnologias emergentes.

O desafio é que esses bancos disruptivos, como o Nubank e o C6 Bank por exemplo, cheguem a um ponto em que possam atender a mercados altamente segmentados, ao mesmo tempo em que poderão crescer em escala global, sem enfrentar os mesmos problemas de regulamentação rigorosa e falta de tecnologias que alguns bancos tradicionais já enfrentaram no passado.

Respondendo ao desafio da transformação digital

O setor de serviços financeiros não tem medo de aceitar mudanças, porque há muito dinheiro envolvido e é um ambiente impiedosamente competitivo. Mas o desafio permanece: como instituições maiores, mais tradicionais e baseadas em legados podem adotar melhor a mentalidade e a prática digital?

Bem. É uma combinação de cultura, talento e mentalidade, além de tecnologias e metodologias ágeis.

Hoje, se você vai a alguma das instituições financeiras, olha para as divisões de TI, elas têm engenheiros muito talentosos que construíram tecnologias robustas que podem ser dimensionadas e atendem muito bem a essas instituições.

Agora, as organizações precisam avançar com velocidade e ritmo, enquanto equilibram a segurança. Mas isso não acontece da noite para o dia. Quando você cria algo robusto, interconectado à sua arquitetura, a troca de informações leva tempo para acontecer.

É uma mistura de mentalidades, conjuntos de habilidades e conjuntos de ferramentas se unindo e convergindo para abraçar essa nova demanda digital.

O setor financeiro, principalmente, não tem medo de experimentar. Muitos dos bancos estão lançando laboratórios de inovação que produzem soluções inesperadas e criativas, que catalisam a transformação digital.

Há uma ampla gama de iniciativas que podem ser empregadas por instituições maiores para se tornarem organizações digitais. Essas incluem: estar aberto à inovação e colaborar/abraçar o segmento de fintechs.

Construir pontes para soluções de terceiros, que tradicionalmente os bancos poderiam considerar como concorrência, é crucial neste novo mundo de ecossistemas. Tudo em nome da produção da melhor experiência para o usuário.

As tendências ABCD para o futuro do mercado financeiro

Veja abaixo algumas das tendências que estão cercando o mercado financeiro do futuro:

A é para Artificial Intelligence

A IA é uma inteligência aplicada aos dados que produzem insights significativos, a fim de criar previsões sem nenhuma intervenção humana.

Os dados são o combustível e a IA é a inteligência que permite insights inteligentes.

B é para Blockchain

Como estamos nos movendo rumo aos sistemas de arquitetura aberta, o blockchain fornecerá uma maneira autônoma de conclusão das transações.

À medida que nos tornamos cada vez mais automatizados e digitalizados no back-end e no front-end, será importante rastrear essas transações de maneira autônoma.

C é para Customer Experience e Cloud Computing

A nuvem está se tornando o modelo padrão, onde as empresas podem obter eficiências muito significativas movendo suas cargas de trabalho para a nuvem. O diferencial de custo é muito alto: os datacenters gerenciados por instituições financeiras são muito caros, não apenas para implementar, mas também para manter.

Quanto à experiência do cliente, organizações que podem combinar essas tecnologias para criar comunidades e ecossistemas em que o cliente realmente gosta de fazer parte serão aquelas para as quais os clientes se reunirão.

D são os Dados

Os dados, sem dúvida, são um dos recursos diferenciadores que redefinirão a maneira como os bancos operam no futuro.

Como você usa os dados do cliente para prever seus requisitos de estilo de vida para financiamento no varejo ou no B2B? Você pode usar os padrões de dados para detectar fraudes e crimes, por exemplo?

Agora, depois de entender por que a transformação digital está à favor do mercado de finanças, que tal colaborar com esse movimento, abraçar essas tendências e fazer parte da revolução tecnológica do setor financeiro?

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